Foi uma revolução em grande parte não-violenta (por vezes chamada de "Revolução sem sangue"[1]), que teve lugar no Reino Unido em 1688-1689, na qual o rei Jaime II, da dinastia Stuart, católico, foi removido do trono de Inglaterra, Escócia e País de Gales, sendo substituído por sua filha, Maria II e pelo genro, o nobre neerlandês Guilherme, Príncipe de Orange.
Durante o seu reinado de oito anos, Jaime II tornou-se vítima da batalha política entre católicos e protestantes, bem como entre os direitos seculares da coroa e os poderes políticos do Parlamento.
O principal problema de Jaime II era não ser protestante, o que o limitava perante ambos os partidos do parlamento - os tories, conservadores, e os whigs, liberais. Qualquer tentativa de reforma tentada por Jaime era vista como suspeita.
Jaime II foi perdendo seu prestígio por algumas políticas consideradas indesejadas, como a criação de um exército permanente e sobretudo a tolerância religiosa, procurando reconduzir o país para o catolicismo, e fortalecer seu poder, em prejuízo do Parlamento. [2] [3]Desde Henrique VIII, os católicos eram discriminados. Embora Carlos II, irmão e predecessor de Jaime, também tivesse tivesse praticado a tolerância religiosa, ele era tão abertamente católico quanto Jaime II.
A questão degradou-se em 1688, quando teve um filho, James Francis Edward Stuart, conhecido como the old pretender. Até ali, o trono teria passado para a sua filha protestante, Maria. A perspectiva de uma dinastia católica tornara-se então real. Líderes do partido Tory, até aqui leais ao rei, uniram-se aos membros da oposição Whig e propuseram-se a resolver a crise.
Foi lançada uma conspiração para depor Jaime e substituí-lo por sua filha Maria e seu marido Guilherme de Orange, ambos protestantes. Guilherme liderava a Grécia, então em guerra com a França: a Guerra da Grande Aliança. Vendo a hipótese de adicionar a Inglaterra à sua aliança, Guilherme e Maria desembarcaram em Brixham, Devon, em 5 de Novembro de 1688 com um grande exército neerlandês.
O exército de Jaime, comandado pelo futuro duque de Marlborough, desertou, e Jaime fugiu para Kent, onde foi capturado. A memória da execução de Carlos I ainda estava viva, pelo que lhe foi permitido viajar para a França.
Em 1689, reuniu-se a convenção do parlamento, que a fuga de James equivalente à abdicação. O trono foi oferecido a Guilherme e Maria, como governadores conjuntos - um arranjo que eles aceitaram. Guilherme de Orange foi então coroado Rei, com o título de Guilherme II, e Maria foi coroada como Rainha, com o título de Maria II tanto na Inglaterra como na Escócia.
Apesar de uma revolta em apoio a Jaime na Escócia - a primeira rebelião Jacobita - e na Irlanda, onde Jaime usou os sentimentos católicos locais para tentar recuperar o trono em 1689-1690, a situação foi controlada. A revolta nas Highlands escocesas foi domada, apesar da vitória Jacobita na batalha de Killiecrankie, e Jaime foi expulso da Irlanda no seguimento da batalha de Boyne.
A Revolução Gloriosa foi um dos eventos mais importantes na longa evolução dos poderes do Parlamento do Reino Unido e da Coroa Britânica. A aprovação, pelo parlamento, da Bill of Rights (declaração de direitos), tornou impossível o retorno de um católico à monarquia e acabou com as tentativas recentes de instauração do absolutismo monárquico nas ilhas britânicas, ao circunscrever os poderes do rei.[4]
O evento marcou a submissão da coroa ante o parlamento. A partir de então, os novos monarcas devem a sua posição ao parlamento.
O sucesso da Revolução Gloriosa veio sete anos depois do falhanço da Rebelião Monmouth em destronar o rei.
Durante o seu reinado de oito anos, Jaime II tornou-se vítima da batalha política entre católicos e protestantes, bem como entre os direitos seculares da coroa e os poderes políticos do Parlamento.
O principal problema de Jaime II era não ser protestante, o que o limitava perante ambos os partidos do parlamento - os tories, conservadores, e os whigs, liberais. Qualquer tentativa de reforma tentada por Jaime era vista como suspeita.
Jaime II foi perdendo seu prestígio por algumas políticas consideradas indesejadas, como a criação de um exército permanente e sobretudo a tolerância religiosa, procurando reconduzir o país para o catolicismo, e fortalecer seu poder, em prejuízo do Parlamento. [2] [3]Desde Henrique VIII, os católicos eram discriminados. Embora Carlos II, irmão e predecessor de Jaime, também tivesse tivesse praticado a tolerância religiosa, ele era tão abertamente católico quanto Jaime II.
A questão degradou-se em 1688, quando teve um filho, James Francis Edward Stuart, conhecido como the old pretender. Até ali, o trono teria passado para a sua filha protestante, Maria. A perspectiva de uma dinastia católica tornara-se então real. Líderes do partido Tory, até aqui leais ao rei, uniram-se aos membros da oposição Whig e propuseram-se a resolver a crise.
Foi lançada uma conspiração para depor Jaime e substituí-lo por sua filha Maria e seu marido Guilherme de Orange, ambos protestantes. Guilherme liderava a Grécia, então em guerra com a França: a Guerra da Grande Aliança. Vendo a hipótese de adicionar a Inglaterra à sua aliança, Guilherme e Maria desembarcaram em Brixham, Devon, em 5 de Novembro de 1688 com um grande exército neerlandês.
O exército de Jaime, comandado pelo futuro duque de Marlborough, desertou, e Jaime fugiu para Kent, onde foi capturado. A memória da execução de Carlos I ainda estava viva, pelo que lhe foi permitido viajar para a França.
Em 1689, reuniu-se a convenção do parlamento, que a fuga de James equivalente à abdicação. O trono foi oferecido a Guilherme e Maria, como governadores conjuntos - um arranjo que eles aceitaram. Guilherme de Orange foi então coroado Rei, com o título de Guilherme II, e Maria foi coroada como Rainha, com o título de Maria II tanto na Inglaterra como na Escócia.
Apesar de uma revolta em apoio a Jaime na Escócia - a primeira rebelião Jacobita - e na Irlanda, onde Jaime usou os sentimentos católicos locais para tentar recuperar o trono em 1689-1690, a situação foi controlada. A revolta nas Highlands escocesas foi domada, apesar da vitória Jacobita na batalha de Killiecrankie, e Jaime foi expulso da Irlanda no seguimento da batalha de Boyne.
A Revolução Gloriosa foi um dos eventos mais importantes na longa evolução dos poderes do Parlamento do Reino Unido e da Coroa Britânica. A aprovação, pelo parlamento, da Bill of Rights (declaração de direitos), tornou impossível o retorno de um católico à monarquia e acabou com as tentativas recentes de instauração do absolutismo monárquico nas ilhas britânicas, ao circunscrever os poderes do rei.[4]
O evento marcou a submissão da coroa ante o parlamento. A partir de então, os novos monarcas devem a sua posição ao parlamento.
O sucesso da Revolução Gloriosa veio sete anos depois do falhanço da Rebelião Monmouth em destronar o rei.
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