Mostrando postagens com marcador Colonialismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colonialismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pacto Colonial


Sistema pelo qual os países da Europa que possuiam colônias na América, mantinham o monopólio da importação das matérias-primas mais lucrativos dessas possessões, bem como da exportação de bens de consumo para as respectivas colônias.
O pacto colonial inclui obediência política, ou seja, as leis a serem obedecidas deviam ser as mesmas leis (ou adaptadas) da metrópole correspondente à colônia

domingo, 8 de maio de 2011

Colonização de Povoamento


Tipo de colonização que aconteceu no Norte e Centro das Treze Colônias Britânicas (exatamente nas antigas colônias de New HampshireMassachusettsNova IorqueRhode IslandConnecticutNova JerseyPensilvânia,Maryland e Delaware, e no distrito de Maine, hoje, estados-membros dos EUA ) e no Canadá. Também existiu na Austrália e na Nova Zelândia. Colonização de povoamento também é o tipo de colonização que o colonizador usa a terra como morada.

Conceito e importância

A colonização de povoamento é classicamente, conceituada como "o tipo de colonização onde os colonizadores povoavam e desenvolviam a terra". Mas, há controvérsias, porque vários historiadores concordam com a ideia de que "não se pode povoar uma terra sem explorá-la e não se pode explorar uma terra sem povoá-la" (referindo-se a oposição desse tipo de colonização e a colonização de exploração, típica da América Latina). Até hoje, esse tipo de colonização costuma ser apontada como uma das causas do desenvolvimento (da Região Nordeste) dos Estados Unidos e do Canadá.

A relação com a Inglaterra

As colônias britânicas do Norte e Centro das Treze Colônias e o Canadá, não eram propícias ao plantio de culturas tropicais e não dispunham de recursos minerais valiosos, como ouro e prata. Com isso, a Inglaterra não conseguiu criar nessas colônias uma sociedade que servisse aos objetivos do mercantilismo e deixaram essas colônias quase abandonadas. Esse fato é conhecido como negligência salutar e deu muita liberdade aos colonos.

Características gerais

A colonização de povoamento teve muitas características que a particularizava:
1. As propriedades principais eram pequenas e médias fazendas.
Elas foram se formando quando os colonos dividiam a terra entre eles, graças a negligência salutar. Isso criou uma prosperidade econômica muito grande para os colonos, pois eles trabalhavam nessas fazendas para eles mesmos e prosperavam rapidamente.
2. O trabalho era livre
Os colonos não eram servos, nem escravos e trabalhavam por conta própria. Essa situação marcou tanto a história norte-americana que, até hoje, muitos acreditam que um indivíduo só é livre quando é proprietário do seu negócio.
3. Os objetivos econômicos estavam voltados para o mercado interno
Os próprios colonos compravam a produção das colônias.A economia era regida pela policultura. Houve o aparecimento de manufaturas.
4. As colônias de povoamento tinham grande autonomia e liberdade de comércio
Quase não havia monopólio comercial e a liberdade que as colônias de povoamento tinham era muito grande. Por isso, costuma-se dizer que essas colônias nunca foram colônias de verdade.
5. As colônias de povoamento tinham bastante autonomia política
Os colonos podiam eleger assembléias que trabalhavam. Era o chamado self-government (auto-governo). Essa liberdade atraiu muitas pessoas.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Conferência de Bandung


Reuniram-se entre 18 e 24 de Abril de 1955, na Indonésia, os líderes de vinte e nove Estados asiáticos (AfeganistãoArábia SauditaBirmâniaCambojaLaosLíbanoCeilão, República Popular da ChinaFilipinasJapãoÍndiaPaquistãoTurquia,SíriaIsrael, República Democrática do VietnãIrãIraqueVietnã do SulNepalIémen do Norte) e africanos (EtiópiaLíbiaLibéria e Egito) perfazendo uma população total de 1 350 milhões de habitantes.
O patrocínio cabia à Indonésia, Índia, Birmânia, Ceilão (Sri Lanka) e Paquistão, que haviam preparado a conferência em uma reunião anterior em Colombo, no Ceilão.
O objetivo era a promoção da cooperação económica e cultural afro-asiática, como forma de oposição ao que era considerado colonialismo ouneocolonialismo dos Estados Unidos da América, da União Soviética ou de outra nação considerada imperialista.
Foi a primeira conferência a falar e a afirmar que o imperialismo e o racismo são crimes. Deram a ideia de criar o Tribunal da Descolonização, para julgar os culpados desse grotesco crime contra a humanidade, Imperialismo, mas a ideia foi abafada pelos países centrais.
Falaram também sobre as Responsabilidades dos Países Imperialistas, que existem até hoje. Responsabilidade que significa ajuda para reconstruir os estragos que eles fizeram no passado. Nessa conferência foram lançados os princípios políticos do "não alinhamento" (Terceiro Mundismo), ou seja, de uma postura diplomática e geopolítica de equidistância das superpotências. Apesar do não alinhamento, todos os países declararam que eram socialistas mas não iriam se alinhar ou sofrer influência Soviética. O "Não Alinhamento" não foi possivel no contexto da Guerra Fria, onde URSS e EUA buscavam cada vez mais por áreas de influências. No lugar do conflito leste-oeste, Bandung criava o conceito de Conflito norte-sul, expressão de um mundo dividido entre países ricos e industrializados e países pobres exportadores de produtos primários.

Os Dez Princípios da Conferência de Bandung

  1. Respeito aos direitos fundamentais, de acordo com a Carta da ONU
  1. Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações.
  1. Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas.
  1. Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país. (Autodeterminação dos povos)
  1. Respeito pelo direito de cada nação defender-se, individual e coletivamente, de acordo com a Carta da ONU
  1. Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada a servir aos interesses particulares das superpotências.
  1. Abstenção de todo ato ou ameaça de agressão, ou do emprego da força, contra a integridade territorial ou a independência política de outro país.
  1. Solução de todos os conflitos internacionais por meios pacíficos (negociações e conciliações, arbitragens por tribunais internacionais), de acordo com a Carta da ONU.
  1. Estímulo aos interesses mútuos de cooperação.
  1. Respeito pela justiça e obrigações internacionais.