sexta-feira, 13 de maio de 2011

Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro


É a mais antiga e tradicional entidade de fomento da pesquisa e preservação histórico-geográfica, cultural e de Ciências Sociais do Brasil.
A sua criação, juntamente com o Arquivo Público do Império, que se somavam à Academia Imperial de Belas Artes, integrou o esforço dos conservadores (Regência de Pedro de Araújo Lima), para a construção de um Estado imperial centralizado e forte.
Por uma proposta do cônego Januário da Cunha Barbosa e do Marechal Raimundo José da Cunha Matos, o Instituto foi criado em 1838, numa assembléia composta por vinte e sete membros fundadores:

História

  1. Alexandre Maria de Mariz Sarmento, chefe da Contadoria Geral do Tesouro
  2. Antônio Alves da Silva Pinto, advogado
  3. Antônio José de Paiva Guedes de Andrada, chefe da Secretaria dos Negócios do Império
  4. Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, depois visconde de Sepetiba
  5. Bento da Silva Lisboa, depois barão de Cairu
  6. Caetano Maria Lopes Gama, depois visconde de Maranguape
  7. Cândido José de Araújo Viana, depois marquês de Sapucaí
  8. Conrado Jacó de Niemeyer, militar e geógrafo
  9. Emílio Joaquim da Silva Maia, professor do Colégio Pedro II
  10. Francisco Cordeiro da Silva Torres de Sousa Melo e Alvim, visconde de Jerumirim
  11. Francisco Gê Acaiaba de Montezuma, depois visconde de Jequitinhonha
  12. Inácio Alves Pinto de Almeida, Secretário da Junta de Comércio
  13. Januário da Cunha Barbosa, cônego
  14. João Fernandes Tavares, depois visconde da Ponte Ferreira
  15. Joaquim Caetano da Silva, professor do Colégio Pedro II
  16. Joaquim Francisco Viana, bacharel em matemática
  17. José Antônio Lisboa, deputado da Junta de Comércio
  18. José Antônio da Silva Maia, político e procurador
  19. José Clemente Pereira, político
  20. José Feliciano Fernandes Pinheiro, visconde de São Leopoldo
  21. José Lino de Moura, contador da Caixa de Amortização
  22. José Marcelino da Rocha Cabral, advogado
  23. José Silvestre Rebelo, negociante
  24. Pedro de Alcântara Bellegarde, militar, diretor da Academia Militar
  25. Raimundo José da Cunha Matos, marechal de campo
  26. Rodrigo de Sousa da Silva Pontes, desembargador e diplomata
  27. Tomé Maria da Fonseca e Silva, administrador da Recebedoria do Município
Logo recebeu o Patronato do Imperador D. Pedro II que, além de seu protetor, foi ativo membro, presidindo centenas de sessões.
Seguindo as tradições da época, o IHGB promoveu, em 1840, um concurso destinado a premiar o melhor plano para a escrita da História do Brasil. O prêmio foi outorgado a Carl von Martius, naturalista, nascido na Baviera (atual Alemanha), que entre 1817 e 1820 havia percorrido, entre outras, as então províncias da BahiaMinas GeraisGoiás e a Amazônia. O texto apresentado - Como se deve escrever a história do Brasil - embora valorizasse a contribuição portuguesa, especialmente o regime monárquico, salientava, como característica principal na história brasileira, a fusão das raças branca, negra e indígena.
A primeira História do Brasil que procurou seguir o programa do IHGB, entretanto, não foi escrita por Martius, e sim, por Francisco Adolfo de Varnhagen, diplomata e primeiro-secretário do Instituto. Para a publicação da sua História geral do Brasil (1854), recorreu a uma enorme massa de documentos inéditos, em boa parte copiada de arquivos europeus.
A partir de 15 de dezembro de 1849, as instalações do IHGB foram transferidas para as dependências do Paço Imperial.
Ao longo do tempo, os maiores expoentes da história e geografia no Brasil tiveram assento na instituição, representanto o IHGB para as Ciências Sociais, o que a Academia Brasileira de Letrasrepresenta para a literatura no país. O descobridor do Homem de Lagoa Santa, o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880), por exemplo, foi um de seus sócios.

Objetivos

A História do Brasil, a ser escrita pelos membros do IHGB, deveria ressaltar os valores ligados à unidade nacional e à centralização política, colocando a jovem nação brasileira como herdeira e continuadora da tarefa civilizadora portuguesa. A nação, cujo passado o IHGB iria construir, deveria surgir como fruto de uma civilização branca e européia nos trópicos.
Atualmente, além de publicar a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (RIHGB), reunindo artigos de seus membros, a instituição tem importante papel na preservação da memória cultural do país.
Divulgando os estudos e obras de seus membros e das entidades congêneres do resto do mundo, o Instituto permite ainda a pesquisa em seu vasto acervo.

Instalações

Situado na Avenida Augusto Severo, nº 8 (edifício Pedro Calmon, na Glória, no Rio de Janeiro), o Instituto ocupa vários andares com as suas instalações, onde se destacam dois auditóriosbibliotecacom sala de leitura, mapotecamuseu e arquivo.

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