sexta-feira, 15 de abril de 2011

Index


Lista de publicações proibidas pela Igreja Católica, de "livros perniciosos" contendo ainda as regras da igreja relativamente a livros.

História

O objetivo do Index inicialmente era reagir contra o avanço do protestantismo, sendo criado em 1559 no Concílio de Trento (1545-1563), e ficando sob a administração da Inquisição ou Santo Ofício. Esta lista continha os livros ou de obras que se opusessem a doutrina da Igreja Católicae deste modo tinha o objetivo de prevenir a corrupção dos fiéis.
O Direito Canônico recomenda ainda que os trabalhos sobre a Sagrada Escritura, Teologia, Direito Canônico, História da Igreja, e quaisquer escritos que dizem respeito especialmente a religião ou os bons costumes, ser submetido ao juízo do Ordinário local[1]. Se essa pessoa dava o nihil obstat ("nada impede") os subalternos do Ordinário local forneciam o imprimatur ("deixe estar impresso ")[2].
O índice foi atualizado regularmente até a trigésima-segunda edição, em 1948, tendo os livros sido escolhidos pelo Santo Ofício ou pelo Papa. A lista não era simplesmente reativa, os autores eram encorajados a defender os seus trabalhos. Em certos casos eles podiam re-publicar com omissões se pretendessem evitar a interdição. A censura prévia era encorajada.
A trigésima-segunda edição, publicada em 1948, continha 4 000 títulos censurados por várias razões: heresia, deficiência moral, sexualidade explícita, incorrecção política, etc. A escassez dos meios de comunicação da época dificultava e até impossibilitava que a Igreja pudesse se defender em tempo útil. Assim como a Igreja Católica, membros de outras religiões também exerceram tal censura, tal como o protestantismo na sua fase inicial[3], embora não tenham um livro explícito para isso[carece de fontes].
Em determinados momentos da história obras de cientistasfilósofosenciclopedistas ou pensadores como Galileu GalileiNicolau CopérnicoGiordano BrunoNicolau MaquiavelErasmo de RoterdãoBaruch de EspinosaJohn LockeBerkeleyDenis DiderotBlaise PascalThomas HobbesRené DescartesRousseauMontesquieuDavid Hume ou Immanuel Kant tenham pertencido a esta lista, sendo algumas dessas tendo sido removidas mais tarde.
Teve um grande efeito por todo o mundo católico. Por muitos anos, em áreas tão diversas como o QuebecPortugalBrasil ou a Polonia, era muito difícil de encontrar cópias de livros banidos, especialmente fora das grandes cidades.
O índice foi abolido em 1966 pelo Papa Paulo VI,[4] sendo anunciado formalmente em 15 de junho de 1966 no jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, através de um documento chamado de "Notificação" escrito no dia anterior.[5]

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